O Pix aposentou o cartão de crédito no e-commerce?
Wilker Gaudencio · 24 de julho de 2026
Resumo (TL;DR)
- Mesmo com o avanço do Pix, o cartão de crédito ainda responde por cerca de 40% do valor movimentado no e-commerce brasileiro em 2025 (Worldpay, dados de 2025).
- Somados, Pix (42%) e cartão de crédito (~40%) representam mais de 80% do valor do e-commerce no país (Worldpay, dados de 2025) — não são rivais, são complementares.
- A pergunta que importa não é “Pix ou cartão?”, e sim: no seu checkout, o cliente consegue pagar do jeito que ele já paga?
- Na Shoptex, o checkout com Pix e cartão já vem incluso, sem mensalidade extra.
Depois de dois anos ouvindo que “o Pix mudou tudo”, é fácil concluir que o cartão de crédito no e-commerce virou peça de museu. Os números contam uma história mais interessante — e ela tem efeito direto em quanto você fatura no fim do mês.
O cartão de crédito ainda importa no e-commerce depois do Pix?
Sim. O cartão de crédito ainda responde por cerca de 40% do valor movimentado no e-commerce brasileiro em 2025, segundo o Worldpay Global Payments Report 2026 (dados de 2025). Ou seja: mesmo com o Pix crescendo rápido, quatro de cada dez reais gastos em compras online no Brasil ainda passam pelo cartão.
Vale parar nesse dado por um instante. Se você, animado com a adoção do Pix, começou a tratar o cartão como um detalhe secundário no seu checkout, quanto do seu faturamento você está deixando depender de um único trilho de pagamento? O Pix não esvaziou o cartão — ele dividiu o bolo.
Pix ou cartão de crédito: dá para escolher só um?
Escolher só um significa abrir mão de uma fatia grande do mercado. Somados, o Pix (42% do valor) e o cartão de crédito (~40% do valor) respondem por mais de 80% do valor movimentado no e-commerce brasileiro (Worldpay, dados de 2025). São dois comportamentos de pagamento que se sobrepõem pouco na hora de decidir.
Pense no seu próprio jeito de comprar. Tem dia em que você quer a simplicidade do Pix; tem compra em que você prefere o cartão — pelo prazo, pelos pontos, pela sensação de segurança de poder contestar depois. Seus clientes fazem essa mesma conta o tempo todo. Quando o checkout oferece só uma das opções, você não está economizando: está pedindo para uma parte das pessoas justificar por que deveriam comprar mesmo assim.
Por que o cartão continua de pé mesmo com o Pix?
Porque ele carrega algo que o Pix ainda não replicou no dia a dia da compra: o parcelamento. O cartão não é só uma forma de pagar — é uma forma de a compra caber no orçamento. E isso muda o que o cliente se sente à vontade para colocar no carrinho.
Olhe o ticket médio do e-commerce brasileiro: saiu de R$ 539 em 2025 para uma projeção de R$ 564,96 em 2026 (ABComm). Num ticket nessa faixa, a pergunta que passa pela cabeça do cliente raramente é “tenho esse valor agora?” — costuma ser “consigo dividir isso?”. Quantas das suas vendas de maior valor acontecem porque a pessoa pôde parcelar, e não porque tinha o total à vista?
Não é que o Pix seja pior. É que cada meio de pagamento resolve uma dor diferente. O Pix tira atrito de quem quer velocidade e de quem não tem (ou não quer usar) cartão. O cartão tira atrito de quem precisa distribuir o custo no tempo. Retirar qualquer um dos dois é reintroduzir um atrito que você mesmo já poderia ter eliminado.
O que dá pra fazer sobre isso
Nada disso pede uma reforma na loja. Valem como hipóteses para testar e medir ainda esta semana:
- Faça uma compra na sua própria loja. Vá até o checkout e confira: Pix e cartão aparecem com o mesmo destaque, ou um deles está escondido a dois cliques a mais?
- Cruze forma de pagamento com ticket. Veja se as compras maiores se concentram no cartão. Se sim, o parcelamento não é só conveniência — é parte da sua receita.
- Olhe onde o cliente desiste. O abandono de carrinho global gira em torno de 70,19% (Baymard Institute, 2025), e o checkout é um dos pontos mais frágeis. Falta de opção de pagamento é um motivo silencioso de desistência.
É nesse ponto que a plataforma entra. A Shoptex é uma plataforma de e-commerce para PMEs brasileiras, com busca inteligente em português e IA de catálogo, e loja no ar em cerca de 10 minutos. No checkout, Pix e cartão já vêm inclusos, sem mensalidade extra — você paga apenas as taxas padrão de processamento. A lógica é a mesma do dado: se o mercado se divide entre dois trilhos de pagamento, faz pouco sentido oferecer só metade do caminho.
Perguntas frequentes
O cartão de crédito ainda vale a pena no e-commerce com o Pix? Sim. O cartão de crédito ainda responde por cerca de 40% do valor movimentado no e-commerce brasileiro em 2025 (Worldpay, dados de 2025). Ele divide espaço com o Pix, mas não foi substituído.
Qual a diferença entre aceitar Pix e aceitar cartão? O Pix costuma ter liquidação mais rápida e menos atrito no momento de pagar; o cartão permite parcelamento, o que ajuda em tickets mais altos. São complementares: juntos passam de 80% do valor do e-commerce brasileiro (Worldpay, dados de 2025).
Preciso oferecer os dois meios de pagamento? Não é obrigatório, mas oferecer só um deixa de fora uma fatia relevante de clientes. Como Pix e cartão somam mais de 80% do valor movimentado (Worldpay, dados de 2025), um checkout com ambos cobre a maioria das formas como as pessoas já pagam.
Parcelar no cartão aumenta a conversão? O parcelamento ajuda o cliente a encaixar a compra no orçamento, especialmente com o ticket médio projetado em R$ 564,96 para 2026 (ABComm). Menos barreira financeira no checkout tende a reduzir a desistência.
Se o mercado se divide entre Pix e cartão, seu checkout precisa dos dois
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